Apenas uma música que tem combinado muito com meu estado de espírito atual (com alguns trechos destacados - nesse tom de azul em que escrevo normalmente, porque eu não resisti - frescurite aguda), seguida de uma poesia minha.
Via Láctea
(Legião Urbana - Composição: Dado Villa-lobos/ Renato Russo / Marcelo Bonfá)
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia, não é?
Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim
Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim.
Elementos
(Mayra Farias da Silva)
Eu não sei...
Não sei quem eu sou...
Sou luz e escuridão,
E quanto mais forte brilha a luz
Mais a escuridão me envolve;
Riso e lágrima, tristeza e alegria.
Sou fogo e água:
Quero arder,
Mas minhas mãos estão frias
Sempre a abrandar as chamas que estão em mim;
Meu peito queima,
Sou um pássaro em uma gaiola de gelo
Que quer voar
Para o ar...
Pois também sou ar,
Quero liberdade!
Estender meus braços na imensidão
E apartá-los num abraço
Pois também há terra em mim...
Terra que anseia
A semente, o cultivo
Terra a ser arada
Para frutificar
E assim
Dar o que tenho de melhor,
Terra que é segurança,
Abrigo e conforto.
Quero tudo e nada tenho...
E nesse anseio,
Tentando unir os elementos que estão em mim,
Preencho o vazio com meu ser
Que nada é,
E me completo,
Num paradoxo infinito
Sendo tudo e nada ao mesmo tempo
Num desejo eterno de felicidade.
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