Bem, aqui estou eu mais uma vez, nas minhas postagens erráticas... depois de quase um ano, mas fazer o que?
Sempre prometo assiduidade, mas é meio complicado, mas não abandono aqui, não...
Então, o título não marca só minha volta e mais uma tentativa de engrenar os escritos, mas uma nova poesia, o que me deixou bem animada, já que a tempos não escrevia nada no gênero também.
Espero que gostem!
Ascensão
(Mayra Farias da Silva)
Os passos duros e velozes
Seguiam sem se desviar
Do caminho escolhido.
A face concentrada,
Os olhos mirando adiante
Sem se deixar abater,
Sem se deixar perceber
A chama que queimava-lhe o peito,
Seu fulgor espalhando-se
Por cada parte de seu corpo,
Tomando poros, pés, cabelos,
Pernas, braços, mãos e dedos,
A força para ir adiante, asas reconstituídas
Brotando-lhe da alma, rasgando-lhe por dentro
Dúvida, dor e gozo em um só instante
Vida, morte e destino em um só momento>
Mas suas asas não eram mais de cera
E num salto, alçando vôo
Ícaro finalmente suplantava o sol,
Carregando-o nas mãos,
Despedaçando-o em uma explosão
Enchendo o céu de estrelas,
Criando sua própria via-láctea.
Mortal em glória, transformado em Deus;
Ser divino, em estertor humano.
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